15 de janeiro de 2020
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Gado de Corte: como garantir seu bem-estar e preservar a qualidade da carne

Você, criador de bovinos para abate, tem tomado as ações certas para promover o bem-estar do seu gado de corte?

A qualidade de vida durante toda a criação de animais para abate é algo cada vez mais exigido no mundo todo. Os principais mercados de carne do planeta cobram alta qualidade na carne.  read more

5 de dezembro de 2018
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Estratégias para reduzir problemas de casco e aumentar a produtividade de sua fazenda

Os problemas de cascos em bovinos de leite são apontados como principais causas de diminuição da produtividade e lucratividade em fazendas. Saiba com prevenir!

6 de julho de 2018
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Doenças de cascos em vacas: Dermatite interdigital e Panarício interdigital

Sabemos que garantir a saúde e o bem-estar de bovinos é a um grande desafio para produtores de leite, pecuaristas e, obviamente, veterinários. As vacas leiteiras, especialmente as mais pesadas (Girolando e Holandesa), precisam de cuidados e condições especiais para que tenham maior tempo de vida e posam produzir um leite de alta qualidade.

Entre esses cuidados, está a prevenção de muitas doenças e infecções que comprometem a saúde das vacas e, consequentemente, do leite que elas produzem, causando um grande prejuízo aos produtores.

Principais doenças de cascos de gado leiteiro

Existem duas doenças de cascos que preocupam bastante os produtores e médicos veterinários:

Dermatite interdigital

Consiste em uma inflamação da pele do espaço que separa os dois cascos, devido à ação de duas bactérias. Aparentemente, é contagiosa. O animal atingido apresenta, no espaço entre os dedos, uma enduração (endurecimento e necrose das fibras) de coloração acinzentada e odor repugnantes.

A dermatite interdigital pode ser observada em qualquer estação nos animais mantidos em estábulo, embora seja mais frequente no inverno, em especial nos estábulos cujo piso ou as camas estejam úmidas ou sujas. Essa doença é o resultado da falta de asseio e tende a se disseminar entre um grande número de animais, pois é contagiosa.

A má higiene das camas favorece a fixação do bacilo. São necessárias, portanto, medidas preventivas, como o cuidado das camas e dos ambientes por onde as vacas circulam ou ficam (comedouro, acesso a sala de espera, sala de espera, sala de ordenha e corredor retorno free stall ou compost barn) e o diagnóstico, isolamento e tratamento precoce dos animais reconhecidamente atingidos.

Panarício interdigital

É a doença dos cascos mais conhecida dos criadores de bovinos. Trata-se de uma moléstia infecciosa que tem, muitas vezes, uma aparência contagiosa devido à intervenção de várias bactérias.

Os sinais clínicos da doença são uma claudicação – onde o animal manca ou arrasta uma perna (a claudicação é um distúrbio frequente nas vacas de leite e, na maioria das vezes, causada por manifestações clínicas das lesões de cascos) – pronunciada e um inchaço avermelhado, quente e doloroso no espaço entre os dedos. Parece atingir todas as raças igualmente, se bem que as leiteiras sofram mais com os seus efeitos.

O panarício interdigital pode ser observado em qualquer estação. No entanto, aparece com mais frequência no final da primavera e do verão e no início do outono, quando o tempo está muito seco ou, ao contrário, muito chuvoso.

Como você pode verificar, essas doenças são bastante comuns em rebanho leiteiro e podem se espalhar por um número enorme de vacas se não for tratada ou, melhor ainda, evitada.

Pisos de borracha evitam doenças de casco em vacas leiteiras

Um dos elementos principais  para a prevenção de doenças de cascos em vacas leiteiras é a instalação de pisos de borracha (ou tapetes emborrachados macios) por onde as vacas caminham ou permanecem em pé por uma grande quantidade de tempo  como comedouro, corredor de acesso, sala de espera, sala de ordenha e retorno para free stall ou compost barn.

Quanto mais as vacas caminham por pisos de concreto, duros e ásperos, maiores serão os problemas que as vacas leiteiras terão. Assim, para prevenir problemas nos cascos das suas vacas, a área de acesso do free stall, a sala de espera, a sala de ordenha e onde as vacas leiteiras caminham para voltar ao free stall ou compost barn devem ter pisos emborrachados (tapetes de borracha antiderrapante).

É por isso que os pisos e tapetes de borracha Vedovati são altamente recomendados para esses ambientes do gado de leite. Ideais para todas as salas de ordenha: do tipo espinha de peixe, fila indiana ou carrossel, a qualidade dos pisos Vedovati garante um ambiente seguro (antiderrapante), macio e confortável para as vacas, o que pode prevenir inúmeras doenças e evitar grandes prejuízos para os produtores, reduzir custos com medicamentos e melhorar a rentabilidade da produção leiteira.

Não importa e você usa ordenhadeiras Delaval, Gea, Gimenez, Westifalia ou Eurolatte; e nem se sua ordenha é mecânica ou manual, você precisa oferecer conforto e bem-estar com os

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6 de julho de 2018
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Saiba aqui por que os pisos de borracha Vedovati são excelentes para seu gado

Você sabe que o cuidado constante com o bem-estar dos bovinos faz toda a diferença na saúde dos animais, em especial das vacas leiteiras. Uma vaca saudável e bem cuidada não apenas produz mais leite como, também, a qualidade do leite é melhor.

É por isso que um dos principais itens a serem considerados é o piso para bovinos. O lugar por onde o rebanho caminha e passa a maior parte do tempo em pé pode contribuir tanto com a saúde e o bem-estar do rebanho quanto provocar muitas doenças e causar grandes prejuízos aos produtores e pecuaristas.

Os pisos de borracha Vedovati são uma excelente opção para os bovinos. Quando aplicados em corredores de acesso do gado, transporte, curral, lavadores, frigorífico, desembarque, sala de inseminação e monta, sala de ordenha, local de cochos de comida ou outros locais, os pisos de borracha Vedovati facilitam no cuidado do espaço e ajudam no conforto dos animais.

Com os pisos de borracha o ambiente fica mais seguro para seus funcionários e para o gado, além de facilitar a higienização do local.

Ao optar por um piso emborrachado, você está oferecendo  bem-estar ao animal e prevenindo doenças que podem ser causadas por pisos de concreto/ cimento feitos de outros materiais.

E se você já optou pelos pisos de borracha, deve estar tentando escolher qual a melhor marca para seu curral,  estábulo, lavador, sala de ordenha, sala de inseminação e outros ambientes por onde seu gado caminhe. E nesse quesito, os pisos Vedovati oferecem qualidade incomparável e garantem uma redução de custos extremamente significativa em relação aos pisos tradicionais.

Pisos de borracha Vedovati trazem benefícios para seu gado e seu bolso

Há mais de 20 anos atuando no mercado, a Vedovati possui todo o know-how e a experiência necessários para garantir a saúde e o conforto do seu gado oferecendo pisos de borracha de qualidade incomparável, de acordo com suas necessidades.

O piso de borracha proporciona mais conforto e bem-estar aos bovinos, além de prevenir problemas de saúde e graves doenças de casco como dermatite interdigitalpanarício interdigital e claudicação Essas doenças podem causar muitos prejuízos aos criadores e, obviamente, significam um custo extra também com veterinários e tratamentos. Os pisos de borracha Vedovati reduzem  as chances de o animal contrair essas doenças.

Os pisos de borracha são confortáveis, secos, antiderrapantes e de fácil drenagem, o que ajuda a escoar a urina e minimizar o mau-cheiro. Além disso, o piso de borracha Vedovati é macio, simulando o habitat natural dos bovinos (pastos e gramados), de maneira que o animal não se cansa e nem adquire desvios de aprumos. Ele também possibilita uma higienização perfeita, limpa e saudável.

Eu quero melhorar a saúde do rebanho e aumentar a produtividade do meu gado leiteiro

Agora você já conhece os benefícios dos pisos emborrachados para bovinos e viu como eles podem gerar uma grande economia, deixe-nos lhe ajudar a obter uma melhor qualidade de vida e saúde para seu rebanho, além de proporcionarmos uma redução de custos significativa.

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6 de julho de 2018
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Qual a vantagem de usar pisos de borracha para gado leiteiro?

Aqui no Brasil as vacas são ordenhadas em média de duas a até quatro vezes ao dia. Infelizmente, algumas vacas estão sujeitas a condições inaceitáveis que levam a um período de produção mais curto. Instalações pobres e precárias podem ter um efeito adverso na saúde e bem-estar de uma vaca leiteira, sendo uma das principais considerações o piso por onde ela caminha.

A maioria dos pisos das instalações do gado leiteiro é feito de concreto ou terra batida, uma vez que são baratos e fáceis de instalar. Mas no caso do concreto, por exemplo, a superfície escorregadia pode trazer sérios danos às vacas (e grandes prejuízos ao produtor).

Um estudo conduzindo no Reino Unido em 2016, no qual foram utilizadas seis diferentes opções de pisos, revelou que a locomoção e fricção do gado leiteiro ocorre de forma muito melhor sobre superfícies de borracha. Pesquisas adicionais concluíram que 80% dos animais usados nos testes preferiam andar e ficar em pé nos pisos de borracha em vez do concreto.

Vantagem de usar pisos de borracha em currais e salas de ordenha para vacas leiteiras read more

4 de Maio de 2018
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Descubra como melhorar a produção de leite e a rentabilidade da sua fazenda

Um bom projeto começa com um bom planejamento. Em sistemas de confinamento, como o free-tall ou compost barn, é importante fazer um projeto bem planejado, visitar outras propriedades, obter assessoria de um bom profissional (agrônomo, veterinário, engenheiro civil), para que adeque às condições do terreno e às características do rebanho.

Assim como acontece com os humanos, o ambiente e o conforto desempenham um papel vital na saúde e no bem-estar dos bovinos. Por exemplo, se as vacas permanecerem em uma área confortável e tranquila, sua produção de leite aumenta consideravelmente.

O bem-estar de bovinos, em especial as vacas, é um termo utilizado para descrever o nível geral de conforto do animal em seu ambiente na fazenda. É uma parte importante da manutenção de sua saúde e deve ser levado a sério por criadores que desejam uma melhor produção de leite.

A importância do bem-estar das vacas na produção do leite

O conforto das vacas e o bem-estar é extremamente importante para qualidade do leite e deve ser prioridade para produtores de leite e veterinários. Ambos devem trabalhar juntos para garantir um ambiente saudável, bem cuidado e limpo para que as vacas possam produzir um leite de alta qualidade.

O que é bem-estar

Primeiro precisamos deixar claro o que é bem-estar, na definição de BROOM & MOLENTO, a definição de bem-estar animal é muito complexa mas pode ser definido como momento de um indivíduo onde não existam problemas para serem resolvidos, onde este indivíduo encontra-se com bons sentimentos, indicativos de bons parâmetros fisiológicos e do comportamento. Bem-estar considera, dentre diversos aspectos, a qualidade de vida física e mental do animal.

O bem-estar da vaca pode ser medido cientificamente por meio de características biológicas, como produtividade, sucesso reprodutivo, taxa de mortalidade, comportamentos anômalos, atividade adrenal, grau de imunossupressão e incidência ou severidade de ferimentos e doenças.

Quanto mais saudável estiver o corpo de uma vaca, melhor será o leite que ela produz.

A produtividade é uma característica que pode ser utilizada para avaliar o bem-estar das vacas, pois a diminuição na produção pode indicar a falta de bem-estar. É importante entender que a máxima produtividade não é sinônimo de ótimo nível de bem-estar e que, à medida que o sistema se torna mais intensivo e as técnicas de criação buscam explorar ainda mais o potencial biológico do animal, acontecem aumentos adicionais de produtividade em detrimento do bem-estar animal.

O conceito de bem estar está atrelado basicamente a alguns cuidados básicos: fornecer alimento e água em quantidade e qualidade adequadas, favorecer trocas sociais saudáveis entre os animais e o ser humano, um ambiente confortável para o animal e um  piso seguro que ele possa movimentar causar lesões e sem dor.

Alimento em quantidade e qualidade adequadas

Um sistema de alimentação para vacas em lactação, para ser implementado, é necessário considerar o nível de produção, o estágio da lactação, a idade da vaca, o consumo esperado de matéria seca, a condição corporal, tipos e valor nutritivo dos alimentos a serem utilizados.

Água em quantidade e qualidade adequadas read more

1 de março de 2016
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Problemas em cascos bovinos

São várias as alterações encontradas nos cascos, que, devido ao crescimento excessivo, podem apresentar-se em forma de chinelo, de tesoura ou encastelada.

23 de fevereiro de 2016
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Efeitos da secagem sobre o bem estar da vaca leiteira

A secagem é uma necessidade fisiológica da vaca leiteira, que inicia-se com a interrupção das ordenhas e da produção de leite para preparar a glândula mamária para a lactação seguinte. O foco de estudos nesta área tem sido baseado nas estratégias de secagem, duração do período seco, manejo nutricional dentro do período seco, e por fim como esse manejo afeta a lactação subsequente. Entretanto, ainda existem poucos estudos sobre os efeitos da secagem sobre o bem estar da vaca.

Os conceitos de bem estar animal vão além das condições de saúde da vaca. Os pesquisadores sugerem que para garantir um estado de bem estar é necessário ter três componentes em equilíbrio: as funções biológicas de cada animal, o comportamento afetivo que o animal expressa e a naturalidade com que esse comportamento é demonstrado. Nesse contexto, práticas de manejo com a secagem podem interferir nestes três componentes.

Funções biológicas e saúde

A involução da glândula mamária e os processos celulares envolvidos durante a secagem são conhecidos como apoptose, que é uma forma de morte celular programada. Este processo ocorre de forma gradual, a partir do pico de produção de leite, podendo estar relacionado à idade do animal, capacidade de produção de leite; ou ainda de forma abrupta, no momento da secagem.

Além das pesquisas em nível celular, que indicam a necessidade de renovação celular da glândula mamária durante a secagem, a duração do período seco tem sido estudada, buscando-se otimizar a lactação seguinte. Os períodos mais curtos, que possibilitam um retorno financeiro maior em rebanhos de alta produção podem ser recomendados, quando não há comprometimento da função celular e secretória.

Finalmente, no quesito saúde da glândula mamária, a maioria das pesquisas enfoca o uso da secagem e período seco como estratégia de prevenção e tratamento das mastite causada por patógenos contagiosos e ambientais. As perdas econômicas decorrentes da mastite aumentam em dois momentos principais do período seco: imediatamente após a secagem e no período peri-parto. Dentre as principais estratégias de controle de mastite durante o período seco destacam-se o uso do tratamento de vaca seca e de selantes de teto, assim como vacinação contra mastite.

Comportamento afetivo

Antes da adoção da terapia de vaca seca, o processo de secagem era feito pela redução da frequência de ordenha. No entanto, com o uso do tratamento de vaca seca, a maioria das vacas pode ser secada de forma abrupta, o que poderia afetar o comportamento social do animal.

Durante a lactação, as dietas são formuladas para maximizar a produção de leite, porém na secagem é necessário reduzir a densidade de energia consumida para reduzir a produção de leite. Isso pode ser feito pela redução de concentrado na dieta, o que pode comprometer o estado metabólico do animal e induzir à fome. As pesquisas indicam que vacas com fome apresentam comportamento negativo, que pode ter um efeito a curto prazo; sendo que os animais adultos podem expressar vocalizações anormais, isolamento e dor.

Dor e desconforto normalmente são termos aliados, entretanto, a Associação Internacional para Estudo da Dor somente reconhece o termo ‘dor’; que comumente está relacionada a uma sensação desagradável com a presença ou não de danos teciduais. Nesse contexto, a secagem abrupta das vacas pode causar dor, seja pela alteração da rotina do animal, seja pelas alterações provocadas no tecido mamário.
Algumas pesquisas relacionam o tempo que a vaca permanece deitada como medidas indiretas da dor. Em vacas leiteiras, o menor tempo que as vacas ficam deitadas após a secagem tem sido atribuído ao maior acúmulo de leite e aumento da pressão do úbere causada por leite represado, o que pode indicar um comportamento provocado pelo desconforto.

Da mesma forma que a dor pode ser indiretamente mensurada, o fato de o animal apresentar frustração também pode ser relacionado. Alguns estudos propõem que quando o animal é motivado a conseguir algo, um estímulo positivo se inicia e tem seu ápice no momento que o seu objetivo é alcançado. Da mesma maneira, quando o animal é condicionado a ser ordenhado determinadas vezes no dia e isso não acontece (como no caso da secagem abrupta) esse estímulo positivo não ocorre. Dessa forma, a vaca pode apresentar comportamentos anormais, como por exemplo a espera no portão de entrada na sala de ordenha. Essa espera sugere ser uma resposta à frustração causada tanto pela mudança da rotina do animal, quanto pela dor provocada pelo aumento da pressão intramamária após a secagem.

Comportamento natural

A diminuição da produção de leite antes do período de secagem é uma prática benéfica, pois reduz o desconforto e o risco de novos casos de mastite após a secagem. No entanto, com o progresso genético e o aumento médio da produção de leite por vaca, em alguns rebanhos, uma parcela considerável das vacas tem uma alta produção, mesmo no momento da secagem. Atualmente, uma vaca de alta produção está secando com uma produção correspondente ao que uma vaca de 1975 produzia no seu pico de produção. Dessa forma, é possível afirmar que o ciclo de lactação de 305 dias talvez não seja o mais adequado para vacas em de alta produção.

Sendo assim, deve-se considerar que o aumento da produção média de leite associado com um processo de secagem abrupta aumentaram os desafios para manter o conforto e bem estar das vacas na secagem. No entanto, um dos principais problemas enfrentados é quantificar com medidas objetivas este estado de bem estar, o que pode ser feito indiretamente pela avaliação da saúde da glândula mamária e pelas alterações de comportamento.

26 de agosto de 2015
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As principais doenças que atacam o gado

Um pecuarista deve ter vários cuidados especiais com o seu rebanho a fim de evitar que o gado seja prejudicado e adquira doenças capazes de comprometer a sua produtividade. Nesse sentido, conhecer as principais doenças que afetam os bovinos é o primeiro passo para a prevenção e controle da saúde dos animais.

Abaixo, listamos os problemas mais prejudiciais à saúde bovina, bem como o seu tratamento e como evitá-los.

Carbúnculo sintomático

Doença infecciosa que ataca, geralmente, animais mais jovens, causando inflamação nos músculos (especialmente dos membros inferiores).

Bastante prejudicial ao lucro de empresas e agropecuaristas, por matar os bezerros infectados, o problema é decorrente de um micro-organismo, transmitido por esporos de germes em água e alimentos contaminados e em contato com feridas cutâneas.

A disfunção passa a ser perceptível com a manifestação dos sintomas que são perda de apetite, tremedeira, pulso rápido, respiração pesada, febre, manqueira e inchaço dos músculos.

Para controlar a doença, é importante que a vacinação indicada para bezerros seja feita até os quatro meses de idade e novamente quando completarem de 9 a 10 meses com vacinas polivalentes, por via subcutânea. O processo deve ser repetido anualmente.

 

Febre aftosa

Para aqueles que importam carne, essa doença é altamente prejudicial aos negócios. Além de reduzir a qualidade da carne, a doença é responsável por diminuir a produção de leite devido à perda de apetite do gado e em função da febre.

O problema apresenta grande capacidade de contaminação e resistência, o que dificulta o tratamento e mesmo a prevenção. Sua transmissão ocorre por meio do consumo de água e alimentos contaminados no cocho e pastos infectados com a saliva de animais doentes.

Os sinais de que o gado está infectado com a doença são erosões na mucosa da boca, nas tetas e nos espaços entre os dedos, temperatura elevada, ranger dos dentes, falta de apetite, salivação abundante e dificuldade de mastigar.

Para evitar que o rebanho seja afetado, os principais métodos de prevenção são a vacinação do gado com mais de quatro meses até o fim de sua vida produtiva e manter distância de locais ou animais que apresentem sintomas da doença.

Brucelose

Responsável por prejudicar a produção de leite e taxa de natalidade nos rebanhos, a Brucelose produz processos inflamatórios no útero e na placenta da vaca, ocasionando muitas vezes abortos, principalmente no sétimo mês de gestação.

O agente causador da doença é uma bactéria que se espalha, geralmente, através de materiais contaminados com o corrimento uterino, restos de placenta e líquidos fetais.

Para controlar a doença, deve ser feita a 

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4 de Maio de 2015
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Aprenda sobre a alimentação de gado de corte

A alimentação é fundamental na definição da rentabilidade na criação do gado de corte. Por isso, é indispensável que o pecuarista conheça a fundo os principais conceitos de nutrição animal e as características nutricionais dos principais alimentos.

Ao propiciar a alimentação necessária a um rebanho, entretanto, o técnico se depara com algumas questões fundamentais: as necessidades nutricionais de cada tipo de animal a ser atendido para a mantença (manutenção do peso); a velocidade de ganho de peso desejada, em cada fase da criação; a viabilidade econômica da aceleração do ganho de peso; e a disponibilidade de alimentos que possam garantir nutrição aos animais, visando a produção. Além disso, há a preocupação com os custos dos alimentos, para que a produção seja economicamente vantajosa; e as possíveis combinações que poderiam resultar num alimento que ofereça o máximo de nutrição a um custo mínimo.

Nutrição

É a partir dela que os animais podem expressar todo seu potencial genético para produção, desenvolvimento e reprodução.  As proteínas, gordura, açúcares, cálcio, minerais, vitaminas e água são elementos que devem compor a dieta, em diferentes quantidades e combinações, com um balanceamento que varia com a categoria animal, para que eles possam desempenhar todas as atividades vitais.

Para que haja um bom aproveitamento dos nutrientes, o produtor precisa conhecer as classificações dos mesmos e as categorias de alimentos que compõem a dieta dos bovinos de corte.

Podemos dividi-los em duas frações básicas: água e matéria seca. Vamos considerar que o valor nutritivo está na matéria seca, composta por matéria orgânica e mineral. A primeira contém carboidratos e lipídios que fornecem energia, e, ainda, dois outros elementos: proteínas e vitaminas. Já a mineral contém macro e microelementos.  Todos eles estão presentes nos dois principais alimentos fornecidos ao gado, volumosos e concentrados.

Volumosos e concentrados

Os alimentos volumosos são aqueles que contêm alto teor de fibra bruta (mais que 18%) e baixo valor energético, ou menos que 60% de NDT, que correspondem à soma de todos os nutrientes digestíveis, exceto cinzas e vitaminas contidas no alimento. Nesse grupo incluem-se as pastagens, as forrageiras para corte, fenos, silagens, restos culturais, resíduos de agroindústrias, cascas, sabugos e outros.

Os alimentos concentrados são aqueles que apresentam menos de 18% de Fibra Bruta em sua composição, porém alto teor energético, ou mais de 60% de NDT. São mais concentrados em nutrientes quando comparados aos volumosos. Podem ser divididos em energéticos e proteicos. Os primeiros, apresentando menos de 20% de proteína bruta, são representados principalmente pelos grãos de cereais (milho, sorgo, trigo, arroz, etc.) e seus subprodutos, raízes e tubérculos (mandioca, batata, etc.), as gorduras e os óleos de origem vegetal ou animal. Os proteicos apresentam mais de 20% de proteína bruta em sua composição e podem ser de origem vegetal, como as oleaginosas (soja, algodão, amendoim, etc.), de origem animal (farinha de carne, sangue, pena, etc.) excluídos os ossos e gorduras, subprodutos (farelos), excrementos de aves, “cama” de animais, biossintéticos etc.

O grão de milho triturado é o concentrado energético mais utilizado para nutrição animal em todo o Brasil. A cultura é tradicional e está presente nas principais regiões de criação. Seu valor nutritivo é considerado excelente, principalmente pelo nível de energia. Ele apresenta 8,5 a 9,0% de proteína bruta e 0,25% de fósforo.

A soja é a fonte de proteína de melhor qualidade para a alimentação animal e apresenta alto teor energético, pela significativa quantidade de óleo. Tem baixo teor de cálcio, de fibra, e pouco caroteno e vitamina D.

Pastagens X produtividade, quando suplementar?

No Brasil, o ano apresenta pelo menos duas estações definidas, em termos de crescimento e qualidade de forragem: uma com crescimento intenso, quando, normalmente, a qualidade é adequada; e outra, com crescimento baixo ou nulo, quando, geralmente, a qualidade da forrageira é inadequada para o desempenho animal. Além da menor oferta, o animal dispõe de um pasto pobre em proteína, com maior teor de fibra e altamente lignificada. A consequência é que em sistemas de produção baseados somente em pastagens o ano todo, os ganhos de peso são baixos ou há perda de peso.

Durante o período chuvoso, as pastagens chegam a apresentar níveis satisfatórios de proteína, energia e vitaminas, enquanto os minerais estão deficientes, impedindo o pecuarista de obter índices máximos de produtividade. Já no período de estiagem, todos os nutrientes estão deficientes nos pastos; portanto, nessa época, a suplementação de apenas um nutriente não resulta em melhores rendimentos do rebanho.

O efeito da suplementação na pastagem, na maioria das vezes, não é aditivo, mas, sim, substituto. O objetivo básico dessa suplementação é fornecer proteínas, energia e minerais aos animais; nutrientes que podem ser considerados como os pilares da suplementação no período de estiagem. Sobre a escolha do tipo de suplementação alimentar que se pretende utilizar, ressaltamos que dependerá, em grande parte, do objetivo que se tem em mente.

Conhecendo os diversos tipos de alimentos, é possível utilizar, de maneira mais racional, variadas alternativas de alimentação para bovinos de corte.  Ao escolhê-los, deve-se considerar sua disponibilidade na região, economia, praticidade e se é o que melhor atende às necessidades nutricionais do rebanho.

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