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Nós já escrevermos aqui um artigo sobre como cuidar dos seus cavalos, mas você sabia que as doenças respiratórias em equinos já são um dos maiores motivos de atendimentos veterinários?

Em grande parte, isso se deve aos erros de manejo das instalações, além da predisposição dos próprios animais em contrariem estas doenças, muitas vezes crônicas.

As doenças pulmonares são também responsáveis pelo afastamento de grande parte dos cavalos atletas de suas atividades.

Em números exatos, pesquisas revelam que cerca de 25% dos cavalos de corrida já adquiriram pelo menos uma vez doenças respiratórios em maior ou menor grau.

O primeiro sinal de alerta de que o animal possa estar com alguma destas enfermidades está na respiração ofegante, principalmente depois das atividades físicas. Em seguida, perda de peso e queda no rendimento.

Sendo assim, é muito importante que o proprietário do animal, já nos primeiros sinais, submeta-o ao atendimento especializado.

O médico veterinário, então, deverá utilizar uma das mais importantes ferramentas de diagnóstico, que é a radiografia ou a ultrassonografia, dentre outros métodos de diagnóstico por imagem.

Ele deverá estar plenamente capacitado e atualizado na interpretação dos resultados e, assim, diante das informações, prescrever o melhor caminho para a cura.

O exame ultrassonográfico é útil para diagnostico, terapêutica e avaliação do prognóstico de doenças pleurais, além das doenças obstrutivas de equinos.

Mas, obviamente, tudo isso gerará um alto custo com o tratamento do equino. E você não gostaria de gastar uma pequena fortuna se esse problema pudesse ser evitado, certo?

Mas como evitar doenças respiratórias no meu cavalo?

A boa manutenção da baia e da cama do cavalo são os principais fatores de prevenção de doenças respiratórias em equinos.

O erro mais comum é a utilização de materiais como maravalha (serragem), palhas, bagaço de cana, casca de arroz, capim, feno e outros como cama para o cavalo. O que a princípio parece ser algo sem importância, pode se tornar uma verdadeira dor de cabeça e gerar gastos bastante elevados com veterinários e tratamentos para o animal.

Isto porque estes materiais podem irritar as vias respiratórias dos cavalos e acarretar grandes problemas de saúde, especialmente em cavalos alérgicos. Os animais também costumam ingerir esses materiais, provocando irritações e lesões nas mucosas do estômago e intestino. E lá estará você ligando para o veterinário de novo.

Se a poeira, o pólen e o feno podem desencadear a ‘febre do feno’ em pessoas alérgicas, imagine viver onde palha e feno são jogados ao seu redor todos os dias. Você não vai se surpreender ao saber que cavalos também podem ter problemas respiratórios por causa do ar.

As áreas de armazenamento do feno e os materiais secos usados em camas (como a maravalha) contribuem com o aumento da poeira e partículas no ar nas cocheiras. Os métodos usados para a limpeza da cocheira podem reduzir ou aumentar partículas no ar, diz Kara Lascola, especialista em medicina equina do Hospital Universitário de Veterinária da Universidade de Illinois, nos EUA.

“Se a cama é muito seca e empoeirada, ou se a cocheira está localizada abaixo da porta para o estábulo, os cavalos estarão em maior risco de desenvolver problemas respiratórios, ou seus problemas existentes podem piorar”, diz a especialista.

Além disso, poeira e detritos são jogados no ar quando os corredores dos estábulos são varridos durante a limpeza das cocheiras. Alguns detritos, pequenos pedaços de estrume, podem se alojar na cama seca enquanto os cavalos estão lá dentro, o que pode desencadear problemas respiratórios e outras complicações de saúde.

 

Doença pulmonar crônica em equinos

O bom desempenho atlético dos cavalos depende, em particular, do bom funcionamento de seu aparelho respiratório. Em animais de esporte e reprodução, processos patológicos, nesse sistema, são responsáveis por grandes prejuízos econômicos e orgânicos, desses animais.

Existe uma síndrome alérgica, denominada DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), também inflamatória, que afeta equinos de meia idade, em especial, os estabulados por muito tempo. Não é comum em cavalos jovens.

Sensibilidade a alergenos ambientais e predisposição genética são os dois fatores principais, identificados em estudos sobre a doença.

O aumento de neutrófilos (a neutrofilia) é o que caracteriza a DPOC, em cerca de 5% em cavalos a pasto e de 50% em animais estabulados, o que sugere uma resposta traqueobrônquica local a partículas de pó inaladas e depositadas dentro das vias aéreas.

Animais estabulados, sempre mais expostos, inalam maior quantidade do pó de feno e sujidades das paredes das baias, ou de sua própria cama, são acometidos pela síndrome, que ocasiona-lhes a irritação da traqueia e dosbrônquios, desencadeando o processo inflamatório. Com esses órgãos comprometidos, a doença se manifesta.

Podem-se enumerar os agentes ambientais causadores dessa síndrome: o pó de cama e o pó de feno, com grande quantidade de ácaros como o Lepidoglyphusdestructor; os fungos (antigênicos e alérgicos): inalação de extrato aquoso de Aspergillusfumigatus ou Faeniarectivirgula que promovem a inflamação, com o aumento de neutrófilos; as endotoxinas, como a amônia – sua concentração pode, igualmente, provocar o aumento de neutrófilos; as condições climáticas; os fungos presentes na alfafa – eles podem provocar reações alérgicas, e, finalmente, os vermes pulmonares – causadores de lesões nos pulmões, principalmente o Dictyocaulusarnfield.

Uma infecção viral ou até mesmo a exposição, por longo tempo, aos fatores alergênicos pode desencadeara doença, pois o animal não se infecta do dia para a noite.

Ocorre a obstrução das vias aéreas, e consequente inflamação dos brônquios, causada pela reação alérgica ao agente etiológico (a poeira), podendo se complicar com uma infecção bacteriana. Pode haver um retorno sazonal, de sinais clínicos, ao longo da vida dos equinos.

Os sintomas podem aparecer, tanto em exercícios, como em repouso, e com visível queda na performance do animal. O processo é crônico e recorrente, sempre em resposta à mudança ambiental.

Os sinais clínicos devem ser considerados, tais como a tosse ocasional, a intolerância ao exercício, febre ( no caso de infecção bacteriana), corrimento nasal, letargia (lentidão nos movimentos), anorexia (falta de apetite), hipertrofia dos músculos abdominais, alteração da frequência respiratória (tempo de inspiração maior do que o tempo de expiração), mucosas cianóticas (coloração azulada).

Por se tratar de uma doença crônica, não existe cura, devendo os animais serem tratados por toda a vida. Na falta do tratamento, os danos poderão ser irreversíveis e causar a morte.

O tratamento é à base de antinflamatórios, broncodilatadores e antibióticos, podendo-se, também, utilizar a acupuntura e tratamentos experimentais, como o transplante de células-tronco.

Problemas respiratórios relacionados com a qualidade do ar das cocheiras

Então, como é que os proprietários sabem se um cavalo está desenvolvendo um problema respiratório ligado à qualidade do ar na cocheira? E como evitar problemas como pneumonia, que são causados por doenças mais graves?

Os dois principais problemas respiratórios que são geralmente ligados à qualidade do ar são engasgos e doenças inflamatórias das vias aéreas. Essas doenças não são acompanhadas por febre ou tosse produtiva, então esses sinais indicariam um problema além de uma questão de qualidade do ar.

Esses ‘engasgos’ são semelhantes à asma nas pessoas, e geralmente afetam cavalos mais velhos, enquanto as doenças inflamatórias afetam mais os cavalos mais novos.

Alguns sintomas como escorrimento nasal, respiração intensa e cansaço podem indicar a presença de problemas respiratórios nos cavalos.

 

Como melhorar a qualidade do ar na cocheira

“Eliminar a poeira no ar ou levar os cavalos para fora enquanto realiza-se a limpeza do lugar pode fazer uma enorme diferença para cavalos com problemas respiratórios”, diz Lascola.

Para cavalos residentes de fazendas ou que vivem em torno de campos onde os agricultores realizam colheitas, Lascola sugere mantê-los dentro de casa durante os períodos mais ativos de colheita, especialmente se as pastagens estão próximas de fazendas e os sinais respiratórios dos cavalos pioram nesses tempos.

Coisas tão simples como a construção e o layout da cocheira e das baias podem mudar a qualidade do ar drasticamente.

Além disso, a substituição da cama tradicional do cavalo por camas emborrachadas oferece uma enorme redução de poeira no ar, prevenindo problemas de saúde. As camas tradicionais, por mais cuidado que se tenha, normalmente acumulam umidade e poeira, provocando o apodrecimento da ranilha e amolecimento dos cascos, além dos problemas respiratórios.

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Faça as contas

Coloque na ponta do lápis o seu custo mensal com a substituição do material da cama tradicional do cavalo, juntamente com as visitas constantes do veterinário e, também, exames como a radiografia e a ultrassonografia.

Agora imagine reduzir drasticamente esse custo e ainda contribuir com a saúde do seu cavalo simplesmente mudando o piso da baia e da cocheira, utilizando um material muito mais durável, confortável e que não necessita de substituição por muito tempo.

Não tem comparação, não é mesmo?

Se você quer prevenir doenças respiratórias do seu cavalo e, com isso, ainda ter uma enorme economia, basta entrar em contato conosco para se surpreender.

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